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	<title>Ameaças &#8211; Toninhas do Brasil</title>
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	<title>Ameaças &#8211; Toninhas do Brasil</title>
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		<title>Pesquisa inovadora pode ajudar a salvar toninhas de extinção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[toninhasdobrasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Aug 2024 10:40:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ameaças]]></category>
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		<category><![CDATA[extinção]]></category>
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					<description><![CDATA[Projeto piloto com utilização de alarmes acústicos em rede de pesca se mostram promissores na conservação de golfinho mais ameaçado do país]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Uma notícia animadora para a conservação da biodiversidade marinha brasileira: o Projeto Toninhas do Brasil, pioneiro na conservação de toninhas (Pontoporia blainvillei), concluiu recentemente o projeto piloto com alarmes acústicos (popularmente conhecidos como “pingers”) em rede de pesca. O estudo, realizado com o auxílio de pescadores artesanais parceiros, durou aproximadamente dois anos, desde o planejamento até os resultados, e testou os equipamentos em diferentes realidades da pesca entre os estados de São Paulo e Santa Catarina. As análises iniciais confirmam que esta pode ser uma estratégia eficaz para diminuição de capturas acidentais da espécie, e somado a outras medidas de conservação, representa um caminho promissor para o futuro da espécie.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://toninhasdobrasil.com.br/wp-content/uploads/2024/08/pesquisa-toninhas-1-1024x768.png" alt="" class="wp-image-2913" srcset="https://toninhasdobrasil.com.br/wp-content/uploads/2024/08/pesquisa-toninhas-1-1024x768.png 1024w, https://toninhasdobrasil.com.br/wp-content/uploads/2024/08/pesquisa-toninhas-1-300x225.png 300w, https://toninhasdobrasil.com.br/wp-content/uploads/2024/08/pesquisa-toninhas-1-768x576.png 768w, https://toninhasdobrasil.com.br/wp-content/uploads/2024/08/pesquisa-toninhas-1-1536x1152.png 1536w, https://toninhasdobrasil.com.br/wp-content/uploads/2024/08/pesquisa-toninhas-1.png 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Resultados que inspiram esperança</h3>



<p>Essa tecnologia, que pela primeira vez é empregada em atividades pesqueiras no Brasil, é o somatório de quase uma década de investigações. A fase recente, de dois anos, monitorou 223 lances de pesca com redes equipadas com alarmes e redes sem alarmes. A presença de toninhas nas proximidades das redes foi monitorada com detectores acústicos, totalizando mais de 4.700 horas de registros e os resultados são animadores:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Redução de 95% na presença de toninhas nas proximidades de redes com alarmes: Nenhuma captura acidental foi registrada nessas redes.</li>



<li>Os alarmes não afetaram a pesca: A quantidade, peso e tamanho dos peixes pescados não apresentaram diferenças estatísticas entre as redes com e sem alarmes acústicos.</li>



<li>Aprovação dos parceiros: Os pescadores parceiros do projeto relataram que os alarmes não atrapalharam e nem dificultaram o manuseio das redes e a pesca.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>O estudo também contou com avaliações de aspectos ambientais, operacionais e socioeconômicos, além de uma melhor compreensão da cadeia produtiva do pescado. Reuniões periódicas foram realizadas com os pescadores participantes, para saber qual a opinião sobre os equipamentos. “Estes resultados ainda são preliminares e as análises precisam ser aprofundadas, mas eles são muito promissores e demonstram que a utilização dos alarmes acústicos pode auxiliar efetivamente na redução da captura acidental de toninhas, de forma rápida e sem prejuízo à pesca. Entendermos que as parcerias e o diálogo com todos os atores sociais envolvidos são essenciais para a efetividade das ações de conservação, por isso a participação dos pescadores é indispensável”, reforça Renan Paitach, coordenador de pesquisa do projeto.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Próximos Passos e Participação Pública</h3>



<p>Embora os resultados sejam promissores, o problema da captura acidental de toninhas é complexo. O projeto seguirá aprofundando as pesquisas para aprimorar o conhecimento sobre o esforço de pesca, a distribuição das toninhas e o potencial de captura dos diferentes tipos de redes, para que as soluções propostas sejam o mais assertivas possível.</p>



<p>Marta Cremer, coordenadora geral do Toninhas do Brasil, que há mais de 20 anos trabalha na conservação desse pequeno cetáceo, defende que quanto maior for a quantidade e qualidade dos dados mais assertiva será a estratégia de conservação a ser proposta. “Somente assim poderemos propor um uso adequado desses alarmes. E nesse longo processo, o envolvimento das comunidades pesqueiras, gestores públicos e toda sociedade é fundamental”, conclui a pesquisadora.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:50%">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="768" height="1024" src="https://toninhasdobrasil.com.br/wp-content/uploads/2024/08/pingers-1-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-2918" srcset="https://toninhasdobrasil.com.br/wp-content/uploads/2024/08/pingers-1-768x1024.jpg 768w, https://toninhasdobrasil.com.br/wp-content/uploads/2024/08/pingers-1-225x300.jpg 225w, https://toninhasdobrasil.com.br/wp-content/uploads/2024/08/pingers-1-1152x1536.jpg 1152w, https://toninhasdobrasil.com.br/wp-content/uploads/2024/08/pingers-1.jpg 1200w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:50%">
<h3 class="wp-block-heading">O que são os alarmes acústicos (“pingers”)?</h3>



<p>Os alarmes acústicos (pingers) são pequenos dispositivos que emitem sons ultrassônicos, acima de 50 kHz, que apenas os golfinhos escutam.</p>



<p>Comparativamente, os humanos escutam apenas até 20 kHz. Amplamente utilizados em outros países do mundo, eles são projetados especificamente para serem fixados às redes de pesca para reduzir a captura acidental de golfinhos, e são ativados automaticamente ao serem submersos, funcionando como um aviso sonoro (apito) que mantém os animais longe das redes.</p>



<p>Não se sabe ao certo o porquê das toninhas e outros golfinhos se enroscam nas redes, mas com a presença dos alarmes acústicos, espera-se que a toninha perceba algo anormal e evite se aproximar demais. Com um alcance aproximado de até 100 metros, recomendando-se a utilização de um pinger a cada 200 metros de rede. No momento não existe fabricação nacional destes dispositivos.</p>
</div>
</div>



<p>Para falar mais sobre essa tecnologia e o estudo realizado pelo projeto, foi preparado o vídeo abaixo:</p>



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<h2 class="wp-block-heading">Sobre o Projeto Toninhas do Brasil</h2>



<p>O Projeto Toninhas do Brasil é uma iniciativa que atua na pesquisa e conservação da toninha (Pontoporia blainvillei), um dos menores e mais ameaçados golfinhos do planeta. O Toninhas do Brasil é uma realização da Univille, que conta com parceria Petrobras, por meio do programa Petrobras Socioambiental, que há mais de 20 anos realiza ações de pesquisa, comunicação, educação ambiental e articulação institucional em prol da defesa dos ecossistemas costeiros. Reunindo uma equipe multidisciplinar de profissionais comprometidos com a conservação da biodiversidade e dos ecossistemas marinhos, o projeto atua em rede com diversas instituições nacionais e internacionais engajadas com o tema, e é referência no Brasil e no mundo quando o assunto é pesquisa e conservação de pequenos cetáceos.</p>
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		<title>A Toninha pode ser a próxima espécia de golfinho a desaparecer do planeta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[toninhasdobrasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Feb 2023 14:30:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ameaças]]></category>
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					<description><![CDATA[A toninha (Pontoporia blainvillei), uma pequena espécie de golfinho que ocorre apenas na costa brasileira (do Espírito Santo até o Rio Grande do Sul), no Uruguai e na Argentina, corre sério risco de ser extinta do planeta]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A toninha (<em>Pontoporia blainvillei</em>), uma pequena espécie de golfinho que ocorre apenas na costa brasileira (do Espírito Santo até o Rio Grande do Sul), no Uruguai e na Argentina, corre sério risco de ser extinta do planeta. É o que afirmam os pesquisadores do Projeto Toninhas do Brasil, que há mais de 20 anos trabalham para a conservação da espécie no Brasil. A máxima está relacionada ao número exorbitante de toninhas encontradas mortas nos últimos anos. Entre agosto/2015 e outubro/2020 foram registradas quase 3000 encalhes de toninhas mortas entre os estados de SC e SP, sendo que a mortalidade real é ainda maior, já que nem todos os mortos encalham na praia e são recolhidos. A população é estimada em menos de 7000 animais nestas regiões.</p>



<p>Este número é alarmante para uma espécie que desde 2010 está na lista de animais ameaçados de extinção no Brasil e que em 2014 foi classificada como “criticamente em perigo de extinção”, o maior nível de ameaça antes de desaparecer da natureza.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>As toninhas vivem em áreas próximas à costa, onde é intensa a atividade humana, e ocorrem principalmente em regiões com no máximo 50 metros de profundidade. Em um ambiente conservado, livre de ameaças, estes animais podem viver mais de 20 anos, mas tem apenas um filhote a cada dois anos ou três anos. A principal ameaça à espécie é a captura incidental em redes de pesca, o <em>bycatch,</em> que é quando animais não alvo da pesca são capturados acidentalmente, sem intencionalidade.</p>



<p>O Toninhas do Brasil, que conta com a parceria da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, está buscando alternativas para contribuir com a conservação da espécie no Brasil. “Estamos ampliando nossa área de atuação para os estados do Paraná e São Paulo, além de Santa Catarina, sede do Projeto. Nesta fase, nossa atuação concentra-se em um projeto piloto com novas tecnologias em redes de pesca, os alarmes acústicos, além de mapeamento da cadeia produtiva pesqueira e diversas atividades de comunicação e educação ambiental”, explica a bióloga Marta Cremer, coordenadora geral do Toninhas do Brasil.&nbsp;</p>



<p>A luta pela conservação da toninha é uma corrida contra o tempo.&nbsp; Há pouco mais de uma década, o baiji (<em>Lipotes vexillifer</em>), um golfinho da China, foi considerado extinto. No México, outra espécie de golfinho, a vaquita (<em>Phocoena sinus</em>), está à beira do colapso, com menos de 30 indivíduos na natureza, também vítimas das redes de emalhe. Os pesquisadores do Projeto enfatizam que é urgente a necessidade de políticas públicas mais eficazes e, sobretudo, o envolvimento da sociedade como um todo, para o desenvolvimento de uma pesca sustentável que garanta a conservação dos recursos pesqueiros e várias outras espécies, como a toninha.&nbsp;</p>
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